domingo, 3 de outubro de 2010

Vida

És o fruto do amor de dois corpos estendidos numa cama, rodeados de pétalas de rosas e velas. Duas vidas que por entre um amargo de um momento recheado de dor, deram a volta e encontraram o sabor mais doce de todos os momentos. Nasces no ventre da tua mãe e no coração de ambos, cresces e solidificas ainda mais o cimento da tranquilidade de um sentimento. Carregas a paz que por vezes fugia por entre medos de dores passadas e com essa paz eu entrego-te harmonia em voz de poesia que a minha mão transmite quando toca na barriga onde teu corpo se abriga. Será que sentes a ansiedade que tenho para ter-te nos meus braços? Um segundo só e saberei que mudara tudo, em apenas um segundo deixarei de ser quem sou o meu mundo estará nos meus braços. Beijarei o teu rosto acabado de nascer e chorarei lágrimas de felicidade de um sonho tornado realidade. Abraçarei a mulher da nossa vida que um dia também me fez nascer já nascido e encontrar um rumo para a vida que perdia. A mulher que me deu forças para ser quem sou e que lutou ao meu lado e as vezes atrás empurrado para a frente quando eu simplesmente queria desistir. Se não fosse ela quem sabe eu não estaria agora segurando teu frágil corpo e declamando a primeira poesia em forma de lágrimas incontroláveis de um amor incondicional. Não haverá outro momento igual nem outra poesia mais sentida, quando nos meus braços carregar uma vida tão desejada.

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