quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ode de dois corpos

Dois corpos entrelaçados
Em mil beijos adormecidos.
Num eterno leito
Desfeito.
Pelo amor perfeito.
Ai adormecem
Os corpos antes,
Ofegantes,
Que agora consentem
O descanso merecido.
Esse sonho vivido
Demonstrou
a quem nunca amou
o que é ser amado,
E meus olhos agora são teus,
Meus,
São os teus seios
Tua alma,
Teus beijos.
E eu já não me escondo.
Deixo que devores
E saboreies,
Insaciavelmente,
Os mil sabores
Que este meu corpo consente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Maratona

O sonho de um poeta,
É ter-te a ti ao seu lado.
E cruzar a meta,
Lado a lado.

Uma maratona de emoções,
E dois corpos cansados,
Que não se rendem.

Passos acelerados,
Como o tempo que corre,
Passos calmos
De uma paixão que não morre.

O final esta no futuro,
Mas o nosso amor já maduro,
Corta a meta em cada passo.

E no final,
O ouro brilha no nosso peito,
Premio de uma longa corrida,
O pódio é o leito,
De uma eterna VIDA.

Vivida nos teus braços,
Sentida nos teus beijos.

domingo, 3 de outubro de 2010

dois corpos

Numa noite com céu estrelado,
Nossos corpos,
Perdem-se,
Num beijo apaixonado.

Estendidos
Em quentes areias,
Que aquece o sangue
que escorre por as nossas veias,

A velocidade da luz,
Em que cada estrela reluz
A beleza do teu olhar.

E dois corpos estendidos
No êxtase do prazer,
Deixam-se vencer
Pelo cansaço.

E num eterno abraço
observam o céu.
E a lua invejosa
Por a prosa
Que o meu corpo escreveu no teu.

Vida

És o fruto do amor de dois corpos estendidos numa cama, rodeados de pétalas de rosas e velas. Duas vidas que por entre um amargo de um momento recheado de dor, deram a volta e encontraram o sabor mais doce de todos os momentos. Nasces no ventre da tua mãe e no coração de ambos, cresces e solidificas ainda mais o cimento da tranquilidade de um sentimento. Carregas a paz que por vezes fugia por entre medos de dores passadas e com essa paz eu entrego-te harmonia em voz de poesia que a minha mão transmite quando toca na barriga onde teu corpo se abriga. Será que sentes a ansiedade que tenho para ter-te nos meus braços? Um segundo só e saberei que mudara tudo, em apenas um segundo deixarei de ser quem sou o meu mundo estará nos meus braços. Beijarei o teu rosto acabado de nascer e chorarei lágrimas de felicidade de um sonho tornado realidade. Abraçarei a mulher da nossa vida que um dia também me fez nascer já nascido e encontrar um rumo para a vida que perdia. A mulher que me deu forças para ser quem sou e que lutou ao meu lado e as vezes atrás empurrado para a frente quando eu simplesmente queria desistir. Se não fosse ela quem sabe eu não estaria agora segurando teu frágil corpo e declamando a primeira poesia em forma de lágrimas incontroláveis de um amor incondicional. Não haverá outro momento igual nem outra poesia mais sentida, quando nos meus braços carregar uma vida tão desejada.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

intimidades

Nessa noite fria e escura.
A saudade aperta e desperta,
A paixão não adormecida.
A luz da lua desvenda a textura

Dessas tuas formas suaves,
Onde sem caneta nem papel
Escrevo na tua pele,
as mais doces intimidades.

Carnais que os nossos beijos
Devoram em sabor
Escravos dos corpos
Sem limites e sem pudor.

Procuro-te sem nunca ter perdido,
Encontro o infinito
Que nunca dei por vencido.

E nesta noite fria
Onde as nossas mãos entrelaçadas,
Assinam as nossas sentenças perpetuas.
A poesia deixa de ter sentido.

Desisto de escrever,
Porque já não necessito,
esse sabor de palavras
Nem a dor da saudade.

Necessito do sorriso,
Do fruto que cresce no teu ventre
Já não sou crente em poemas e poesias
Porque o poema é impreciso,

Comparado... com a precisão dos nossos beijos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Desenha-me o teu sorriso

Desenhas o teu sorriso em palavras?
Para que a alma leia
O que o meu corpo anseia.

Pinta o teu corpo em tons de seda,
Para que o coração sinta na pele,
O toque da tua pureza.

Lavra o meu corpo, de amor.
Que eu, planto com a minha mão
Os sorrisos que nos teus lábios brotam.

E o abraço apaixonado trás o calor da terra,
E os meus beijos a chuva,
Que lavram o teu corpo sedento.

E a semente brota,
de dois corpos apaixonados,
Já Nascidos.

E nós ali permanecemos,
Deitados numa cama vencidos
Pintando o céu com sorrisos.

Andre Henry Gris

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

a semente

Esse teu sorriso,
é o mar,
Em que vagueio,
sem hora para voltar.

Teu corpo,
A areia seca
Que molha pouco a pouco
Uma alma imensa.

O teu beijo,
Um mar revolto
Calmo e louco
Como o desejo.

O som das ondas,
Tocam levemente
As palavras
Pintando como sente.

Como eu poeta,
Que pinto em tons de sabor,
O doce amor
Que saboreio em ti.

Dentada a dentada,
Ali permaneço, ali esqueço
O passado que vivi sem ti.

O teu olhar transparente
Como a luz da lua.
Numa noite escura, pendente
Da luz da tua pele nua.

Semeamos o amor,
Como uma melodia
Que cresce semana a semana,
Como um truque de magia.

E ai cresce essa semente,
Dentro de ti,
E aos poucos e poucos
Nasce nela,
O amor que sinto por ti.


Andre Henry Gris