sexta-feira, 1 de outubro de 2010

intimidades

Nessa noite fria e escura.
A saudade aperta e desperta,
A paixão não adormecida.
A luz da lua desvenda a textura

Dessas tuas formas suaves,
Onde sem caneta nem papel
Escrevo na tua pele,
as mais doces intimidades.

Carnais que os nossos beijos
Devoram em sabor
Escravos dos corpos
Sem limites e sem pudor.

Procuro-te sem nunca ter perdido,
Encontro o infinito
Que nunca dei por vencido.

E nesta noite fria
Onde as nossas mãos entrelaçadas,
Assinam as nossas sentenças perpetuas.
A poesia deixa de ter sentido.

Desisto de escrever,
Porque já não necessito,
esse sabor de palavras
Nem a dor da saudade.

Necessito do sorriso,
Do fruto que cresce no teu ventre
Já não sou crente em poemas e poesias
Porque o poema é impreciso,

Comparado... com a precisão dos nossos beijos.

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