O nosso silêncio… é cúmplice dos corpos deitados naquele chão frio que aquecemos, erguendo-se numa brisa quente, nos teus lábios quando esses tocam o meu corpo.
Abro a porta e tranco-a entrego-te a chave, fechando a saída que eu nunca desejarei usar. O caminho será só um – o nosso. Sigo as pisadas nunca antes dadas, não procuro outro caminho como tantos outros que seguiram por ali e regressaram. Não são como nós… não amaram.
Abro a porta e tranco-a entrego-te a chave, fechando a saída que eu nunca desejarei usar. O caminho será só um – o nosso. Sigo as pisadas nunca antes dadas, não procuro outro caminho como tantos outros que seguiram por ali e regressaram. Não são como nós… não amaram.
O nosso silêncio um quadro pintado, desenhado sem cores onde dores passadas construíram a cumplicidade de hoje. Desenho o teu rosto quando fecho os meus olhos e as minhas mãos na almofada desenham os teus contornos. Se eu pudesse estaria ai, mudava a minha vida como uma noite muda quando nasce o dia.
O nosso silêncio barulhento, dono de um só momento que durará uma vida, jamais será perdido para este que sente a tua doce pele quando repousas nos seus braços, caminhamos juntos, abraçados, navego no brilho do teu olhar que ilumina o céu, desvendando esse caminho por nós traçado. Não preciso das palavras pois sentes o que digo mesmo antes de dizer, decifras-me em 5 segundos como se um enigma incalculável se tratasse. Nós somos donos desse silêncio tão nosso que grita sem ninguém ouvir… ninguém precisa de ouvir, e mesmo que o ouvissem nunca o iriam sentir como nós o fazemos. O nosso silêncio é a certeza do amor.
Amo-te mais que tudo.
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